7 Aspectos que trocam o “nada para vestir” por “tudo para vestir”

nada para vestir

NADA PARA VESTIR?

Se tu também achas que não tens nada para vestir, neste artigo vais conhecer os aspectos que podes tratar para acabar de uma vez por todas com essa sensação!

Tu também pertences àquela equipa do “nada para vestir”? Sentes um pânico miudinho e frustração quando não sabes o que vestir pela manhã? E se eu te disser que não é preciso ir já a correr comprares tudo e mais alguma coisa para satisfazeres a tua ânsia de novidade?

Também fiz uma publicação no Instagram com vários slides sobre este tema, mas este artigo pode ser como um acrescento desse post.

Não é uma sensação isolada, não desesperes! Há muita gente que passa pelo mesmo e eu também já senti isso… Também não é demais relembrar que cada peça de roupa que compramos tem um custo financeiro, mas também tem um custo ambiental.

Se quiseres saber ainda mais um pouco sobre a matéria e houver bloqueio na construção de looks, podes ler este artigo para deixares de lado essa crença do “não tenho nada para vestir” 😉

Então, o aconselhável é aprendermos a usar as roupas do nosso guarda-roupa, maximizando a sua utilidade. O "nada para vestir" vai passar a ser uma coisa do passado 😉

Tirar o máximo partido do nosso armário difere de pessoa para pessoa, depende da quantidade, da selecção e do uso da roupa. Mas convém frisar que, mesmo com muitas peças de roupa, podemos melhorar a forma como damos uso àquilo que temos. Deixo-te os aspectos nos quais deves reflectir e agir para maximizar e fazer uma rotação mais inteligente dos elementos do teu armário e eliminar de uma vez por todas a sensação de que não tens “nada para vestir”.

TEMPO
  • PAUSA NAS COMPRAS

Estabelece um período de pelo menos um mês em que não compres absolutamente nada. Vá, não é assim tanto tempo e é mais fácil de conseguir do que pensas 😉

  • TEMPO DEDICADO

Definir algumas horas, do teu fim de semana por exemplo, para te dedicares somente ao teu armário. O esforço dedicado em recolocar roupas, melhorar os espaços, cuidar das peças, avaliar a tua roupa… faz toda a diferença na reinvenção do teu armário. 

POR QUE, PORQUÊS E PORQUE

Por que razão tens determinadas peças no teu armário e não outras? Já avaliaste o porquê de escolheres vestir um outfit em detrimento de outro? Foi porque criaste hábitos e já não sabes como fazer diferente?

Começa a questionar. Começa a tentar entender porque “não tens nada para vestir”! Começa a questionar muito as tuas escolhas. Começa a questionar muito porque gostas de umas peças e não outras. Sê minucioso e aponta as características de cada peça e também as sensações que te provoca sensações quando as vestes.  

Exercícios de desenvolvimento extensivo como este auxiliam na definição das preferências e aumentam o léxico dedicado que mais tarde vai proporcionar escolhas/ compras mais assertivas.
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ANOTAÇÕES
  • FREQUÊNCIA DE USO

Se, cada dia, apontares o que vestes, vai ter informação clara sobre as peças que realmente mais usas. Não há como enganar.

  • DIÁRIO DE LOOKS

O registo dos conjuntos através de fotografias é o mais aconselhável. A sua avaliação posterior ajuda no entendimento daquilo em que mais nos gostamos de ver e nos sentimos mais confortáveis. O catálogo pessoal pode ser também de grande  ajuda quando há pressa ou estagnação. Basta consultar e perceber mais rapidamente o que já funcionou. 

  • APP

Uma aplicação no telemóvel para inventariar a roupa também pode ser uma opção. Além de teres acesso às tuas peças de uma forma rápida e digital, estas aplicações geralmente sugerem looks com as peças que tu tens.

  • TRUQUE DO CABIDE

Se não tens nenhuma ideia dos itens que usas e os que não, podes usar este truque. Começa com todos os cabides voltados para uma direcção. Sempre que vestires uma peça, ao colocá-la novamente no varão, certifica-te que o cabide agora esteja voltado para a direcção oposta. Assim vais ter uma melhor percepção do que estás a usar realmente. 

nada para vestir
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OS TEUS ESSENCIAIS

Sabes, vou revelar-te uma coisa: não há uma lista de essenciais pré definidos que se adapte a toda a gente. Não há uma lista de essenciais pré-definida que eu te possa dar para acabar com aquela sensação de que não tens nada para vestir.

TU vais ter que ser o responsável de identificar os TEUS essenciais. E como é que isso se faz? Com os pontos anteriores de ANOTAÇÃO DE FREQUÊNCIA DE USO, NECESSIDADES e GOSTOS. Se cruzares estas variáveis vais ter os teus essenciais. 

nada para vestir
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Depois de identificares os teus essenciais, ou seja, a espinha dorsal do teu guarda roupa, é aconselhável que estes estejam em óptimo estado para suportarem todos os conjuntos que fazes com eles. Estas peças centrais são como blocos de construção e não devem ser subestimadas. 

Tem em atenção que os teus essenciais não têm porque ser, obrigatoriamente, básicos. Essenciais e básicos não são a mesma coisa. Um dos teus essenciais pode ser uma blusa estampada, por exemplo, mas esta deve cumprir uma série de requisitos para ser considerada essencial.

Os teus essenciais devem ser itens versáteis e facilmente combináveis com várias outras peças, nomeadamente com aquilo que já tens no teu roupeiro. Igualmente, não são necessariamente dependentes da estação e geralmente são categorias à volta das quais gravitam o resto de roupas. Escusado será dizer que há margem para a excepção.

VERSATILIDADE

Tão importante quanto os essenciais é entender e preferir elementos versáteis quando se trata de tirar o máximo proveito do teu guarda-roupa. Sim, podes ter um top de flores que seja extremamente versátil porque simplesmente combina com todas as tuas partes de baixo! Versatilidade pode significar ter elementos de cores neutras que combinam bem com todas as cores e padrões ou então aqueles que podem ser facilmente colocados em camadas. 

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DEBAIXO D’OLHO

Pode ser que não estejas a tirar todo o potencial do teu armário simplesmente porque não tens uma visibilidade adequada do mesmo. Como as roupas se apresentam, importa! Porque será que nos sentimos atraídos por como a roupa se exibe nas lojas?! É isso mesmo, tens que fazer a distribuição das tuas peças de roupa como se de uma loja se tratasse (de acordo com as tuas possibilidades, ok?). Será bom:

  • manter os espaços limpos
  • não apertar muito as roupas no varão
  • utilizar um cabide por item
  • dobrar as roupas nas gavetas na vertical
  • empilhar as roupas nas prateleiras em montinhos baixos (3 peças máximo)
  • manter uma harmonia nas cores e categorias de roupa
CÁPSULAS

Desafios de armário cápsula podem ser muito úteis. Podes experimentar uma mini cápsula, por exemplo um desafio 10×10 (escolher 10 peças de roupa para usar em 10 dias) ou um 30×30 (o mesmo tipo de conceito que o anterior), ou então fazeres cápsulas mais longas com os itens que determines, para 3 ou 6 meses. Estes desafios promovem restrições, mas muitas vezes estas contenções podem realmente inspirar mais criatividade do que se tivéssemos todo o nosso espólio de guarda-roupa à disposição e ajudam muito (dou fé disso!) a deixarmos de lado a sensação do “não tenho nada para vestir”.

Neste artigo...

Sei que não é fácil mudarmos hábitos que, sem nós nos darmos conta, se instalaram no nosso armário, na nossa forma de vestir e na nossa maneira de ver as coisas. Mas há sempre estratégias que nos podem ajudar a mudar a nossa visão de "não tenho nada para vestir" para "tenho tudo o que preciso para vestir".

Obrigada por estares desse lado! Até à próxima!

Sara.

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